segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

2014 e estamos de volta com as novidades da sétima arte


LINDAS CALCINHAS, QUE SAUDADE! Ok, estamos há um bom tempo sumidas daqui. Mas após umas boas férias estamos voltando com tudo em 2014 e tentaremos postar de forma mais assídua apesar dessa vida atribulada e corrida. 
E no meu retorno nada melhor do que falar de um dos meus assuntos preferidos: o CINEMA.

                             

E o ano começou com uma das estreias mais aguardadas de 2013. Muito se falou do novo filme do cineasta Gus Van Sant, e muita polêmica circulou com o nome dele. Desde trailers exibidos em sessões infantis com pais correndo com suas crianças da sala de cinema até ator enviando seu video "pornô" para ser chamado pro elenco, ouviu-se e foi lido muita coisa a respeito do filme. Após todo o auê em torno do filme, Ninfomaníana - Volume 1 estreou no mês de Janeiro, há algumas semanas, e para aumentar a expectativa (e o marketing) o filme ainda foi dividido em duas partes, sendo sua continuação lançada somente no segundo semestre.
Bem, falando do filme, as tão esperadas "cenas fortes" de nudez e sexo explícito, foram inteligentemente embasadas numa história muito bem contada e dramatizada por sua protagonista Joe (Charlotte Gainsbourg - a musa de Van Sant), que após ser encontrada bem machucada por um senhor (Stellan Skarsgard) que a leva para sua casa sob seus cuidados, ouve da mulher a história da sua vida e o todo o processo e evolução de sua ninfomania. Joe, numa interpretação tocante de Charlotte, se julga uma pessoa ruim e indigna, merecedora de todos os males causados a ela, e ao ouvirmos, e assistirmos sua história nos sensibilizamos com ela. A Joe jovem, interpretada pela corajosa Stacy Martin, é a responsável pelas cenas mais polêmicas do filme. Não há como não se chocar com a entrega da jovem atriz em cenas tão reais (literalmente) e explícitas. Fazer o que ela se expôs a fazer abertamente e na frente de todos é sim bastante corajoso. Shia LaBeouf também deu o seu recado no quesito "desprendimento" ao interpretar o único amor da personagem. 
O que incomodou um pouco no final dessa primeira parte foi a contradição dos sentimentos que Joe dizia ter, muito bem passados e traduzidos através do tesão e paixão transmitidos na cena com Jerôme (LaBeouf) com a revelação que ela faz no final (o que não pareceu nem um pouco nos momentos anteriores). Mas sabendo que a cena foi "real" deve ter sido bem difícil para ela disfarçar qaulquer sentimento ou sensação né...bom, vamos deixar para daqui a alguns meses o desenrolar dessa história para tentar entender.
Ainda falando de polêmica, dessa vez familiar, tivemos a estreia de Álbum Família, que a meu ver foi até mais chocante que Ninfomaníaca. O filme não tem pintos e vaginas, mas os temas ali tocam bem mais profundamente. 
Com um quê de Nelson Rodrigues (não, o filme não tem nada a ver com o livro homônimo do autor - o nome original dele inclusive não tem nada a ver com a tradução, August: Osage County) a história aborda questões familiares fortes através de uma mãe viciada em drogas (Meryl Streep, em mais uma interpretação avassaladora) que reúne suas filhas para o velório do marido e pai, após o corpo dele ser encontrado depois de ter desaparecido. O filme deu a Meryl e a Júlia Roberts (que interpreta Barbara, a filha mais velha da matriarca) a indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz e melhor atriz coadjuvante, respectivamente, e ambas também estão concorrendo ao Oscar nas mesmas categorias. Se Meryl vai levar de novo a estatueta eu não sei, mas que ela se superou ao interpretar a viúva Violet, ah ela se superou, se é que ainda isso ainda era possível depois de tantos personagens inesquecíveis. Julia Roberts também emociona e é totalmente digna das indicações, fazendo de Barbara uma grande personagem. A primogênita, que é a que mais bate de frente com a mãe problemática e ao mesmo tempo tem uma relação um pouco triste com as irmãs nos faz ir a lágrimas e profundas reflexões. Não só ela, todos os personagens são extremamente sensíveis e levam o público a refletir. Aliás a história em si já é assim por sim só, sem leveza, forte e pesada a todo momento, não te dando uma brecha para sorrir. Quando você consegue respirar, vem um baque logo em seguida. Definitivamente, é um filme que te faz sair do cinema pensando. Juliette Lewis e Edwart Norton também completam o elenco de estrelas. Vale muito a pena assistir!
E ainda na corrida ao Oscar, O Lobo de Wall Street nos oferece uma reflexão sobre o dinheiro e o poder, e como ele pode transformar - e derrubar - a vida de uma pessoa. Leonardo DiCaprio interpreta o protagonista Jordan Belfort - o ator já levou um Globo de Ouro pelo papel e está concorrendo ao Oscar de melhor ator - conseguindo dar todo o brilho a este jovem irresponsável, que enriqueceu como corretor da bolsa de valores, porém de uma forma um tanto desonesta e insensível. Em pouco tempo ele fez de si e seus sócios homens milionários, sem pensar nas consequências, o que deixou o FBI na sua cola e de sua empresa. Matthew McConaughey está brilhante em uma rápida interpretação, como o mentor de Jordan, Mark Hanna, que ainda no início da carreira do garoto, o ensinou a melhor (ou pior) forma de enriquecer no ramo da Bolsa de Valores. 
O filme concorre a 5 categorias no Oscar, incluindo melhor filme, melhor diretor (Martin Scorsese), e melhor ator coadjuvante (Jonan Hill, que interpreta o melhor amigo de Jordan, Donnie, que fundou a empresa com ele, e pela sua falta de inteligência, apronta as maiores besteiras e danos a Jordan). No final das contas, o filme mostra o perigo da falta de limites e como o dinheiro e poder, podem subir a cabeça de uma pessoa, tirando seus escrúpulos e ética, e principalmente quanto maior é a subida, maior pode ser a queda. 

Por Bárbara Evelyn

* Este texto também foi publicado no site www.programaarteemfoco.com

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